Interpol ‎– Turn On The Bright Lights

Interpol ‎– Turn On The Bright Lights

Por: Lucas Gabriel

O Turn on the Bright Lights foi responsável por abrir um novo caminho para diversas bandas dos anos 2000, trazendo características do post-punk e aquela pegada bem indie que estava começando a criar corpo no começo dos anos 2000, com bandas como The Killers e Franz Ferdinand.

A comparação com Joy Division, The Cure e, até mesmo, Bauhaus, é quase que inevitável, visto como o baixo conduz a melodia das músicas e o vocal soa arrastado num tom médio-grave. A assinatura própria da banda aparece na forma como a guitarra é tocada com seus timbres e fraseados indie's, o que emite um som muitas vezes mais amplo e menos seco/reto, como na belíssima NYC e em Hands Away.

As linhas rítmicas criadas pelas batidas da bateria e do baixo são responsáveis por gerar a energia empolgante contida no disco, sendo possível ouvi-lo a fim de refletir sobre coisas alheias da vida ou apenas como trilha sonora para uma festa - sei que isso pode soar raso pelo sentimento contido nas letras, mas é o sentido ambíguo que podemos encontrar em bandas que puxam elementos de 'post-punk revival'.

O Turn On The Bright Lights nessa altura do campeonato (2019) pode soar como mais um dos vários álbuns 'indies' que puxam forte influência do post-punk, mas é essencial notar que o Interpol foi um dos (ou o) artista que iniciou essa nova era; sendo este um disco fundamental para todo apaixonado por indie-rock e/ou post-punk. Seja qual motivo for, ao ouvir este álbum temos a certeza que ouviremos músicas enérgicas e bonitas.  

  • Músicas principais: Obstacle 1, NYC
  • Músicas favoritas: NYC, Leif Erikson

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